"Somethings in the rain" - playlist da série
domingo, 16 de abril de 2017
sábado, 15 de abril de 2017
MIRAGEM - Elen de Moraes Kochman
| MIRAGEM Elen de Moraes Kochman Eu não estou aqui... Sou simples miragem, Ilusão que teus olhos teimam ver, Que tua alma carente fez imagem, A ela se agarra para viver.
Eu não estou aqui... Sou uma quimera,
Alguém que habita o louco pensamento Dos sonhadores e de quem espera Encontrar o amor pelas mãos do vento.
Eu não estou aqui... Sou só uma ideia,
Sombra obsessiva que te acompanha, O teu sonho sem cor, a odisseia Do teu inconsciente.. a força estranha!
Sou, sim, quem apazígua os teus rancores,
Alguém que vive na tua saudade, Acalma tuas desilusões de amores E que te espera além, na eternidade.
Sou vórtice da tua realidade,
Teu fantasma... tua dualidade. |
sexta-feira, 14 de abril de 2017
(SEXTA-FEIRA SANTA) - POR TI E POR MIM - Elen de Moraes Kochman
Por ti e por
mim
Morte e
Ressurreição de
Jesus Cristo
Elen de Moraes Kochman
Porque Deus
nos amou tão infinitamente,
Que o Seu
unigênito Filho ofereceu,
Pra salvar
quem Nele cresse! E Jesus morreu
Para que
tivéssemos vida eternamente.
Levou coroa
de espinho, em silêncio ingente.
Carregou a cruz.
Cálice amargo sorveu.
No calvário,
entre ladrões, Seu sangue verteu
Diante do
povo, que blasfemava inclemente.
Suportou
pés e mãos cravados no madeiro.
Lança
rasgou-Lhe a carne e vinagre ingeriu.
Arrastado
foi à morte, como um cordeiro!
“Consumado
está!”- Jesus Cristo proferiu.
Morreu.
Assim nos libertou do cativeiro...
Mas,
ressurgiu em glória e para o Pai subiu.
segunda-feira, 10 de abril de 2017
quarta-feira, 5 de abril de 2017
segunda-feira, 20 de março de 2017
OUTONO - As cores de abril - Elen de Moraes Kochman
OUTONO - as cores de abril
Elen de Moraes Kochman
A lua ainda teima em marcar presença, quando um tímido sol, através dos seus primeiros raios, dá esmaecidas tonalidades rosa e laranja aos tufos de nuvens, cedendo colorido ímpar ao manto negro da noite, que se rende à beleza e empresta espaço à exuberância dos matizes outonais do amanhecer.
A cidade desperta sem pressa e se espreguiça sobre o mar. Os gritos abafados das gaivotas - como se tivessem pena de acordar o dia - com seus vôos lânguidos e rasantes sobre águas cor de esmeralda , que aos poucos se cobrem com nuances douradas e o som das ondas - lambendo luxuriosas as brancas areias - num ritmado vai-vem, orquestram uma perfeita sinfonia.
Do mar, a brisa sopra fria, ondula os coqueirais e se enrosca nas pequenas árvores, despindo-as com leveza e graça, deixando-as despudoradamente nuas, num ritual de paixão e prazer. Os cheiros cítricos que invadem o ar, aspergem pelas ruas um perfume gostoso, um rastro de vida que dá um toque extasiante de boas-vindas ao recomeço.
Cores amarelas, vermelhas e douradas tonalizam a esperança; sons embalam e cadenciam a alegria de existir; notas musicais produzidas pelas batidas do coração, em unissonância com os acordes do universo, entoam um novo tempo; fragrâncias de terra molhada, no cio, que recebe em seu ventre novas sementes, novas vidas, dão o toque de abril.
Nos trópicos o outono é belíssimo: o céu mais azul, os dias mais claros e ensolarados e as temperaturas amenas convidam a passeios, abraços e união de corpos. As noites, mais aconchegantes e românticas, estimulam confidências e entregas. Não sei se o que vejo, enxergo com os olhos da paixão, da admiração que cultivo pelo meu Rio de Janeiro ou se os filtros, através dos quais vejo amor e encantamento num singular amanhecer outonal, precisam ser substituídos.
Todavia, acredito que a beleza natural que veste a nossa cidade não poderia ter um outono qualquer, só com árvores desfolhadas, uma época simplesmente de espera por dias mais viçosos, sem mistérios e sem poesias. Tinha que ser como acontece: o clímax da natureza rompendo um novo tempo, tingindo de ouro as águas da Lagoa, das praias e da baia, colorindo nossas águas interiores. Um tempo de reencontros, de renovação, de perdão para renascer, de dispor novas sementes no solo da nossa compreensão (e aceitação pelo inevitável), de colher os frutos que se plantou. Outono, estação do amor!
Há quem o compare com o “principio do fim” da vida, a antecâmara da velhice, a tristeza ligada à morte. Talvez, pelas folhas secas, sem brilho, espalhadas pelo chão, largadas ao vento. Penso que depende de como cada um modera a luz e protege as lentes, através das quais capta e absorve o belo ou o feio, a alegria ou a tristeza, a intensidade ou o efêmero desses dias, de todos os dias e estações.
Quando eu era mais jovem, quando meus olhos só viam o necessário, o que se mostrava em primeiro plano, quando o meu coração reclamava sem conferir e a minha alma sentia sem entender, eu mesma não conseguia enxergar, no outono, a estação do amor e, sim, uma sucessão de dias insossos, um desfilar de rostos inexpressivos, uma procissão de acabrunhadas gentes. Uma estação de saudades antecipadas.
Hoje faço coro com o poeta Vinicius de Moraes, em seu poema “As cores de abril”, quando ele afirma: “vai e canta, meu irmão/ ser feliz é viver morto de paixão”.
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Publicado no jornal da CA
www.tribunaportuguesa.com
em 1º/06/2010
www.tribunaportuguesa.com
em 1º/06/2010
OUTONO- estação do amor - Elen de Moraes Kochman
| Outono Elen de Moraes Kochman
Outono.
Triste despedida. Desfazer-se, dar adeus à vida para renascer. Preencher-se de razão, emprenhar-se de vazio, de solidão. Sentir sob os pés, exaurida, a terra bruta no cio, vencida. Outono, chuva fina, céu cinzento. Tristeza imersa em acres sabores, de folhas mortas ao vento. Beleza matizada de ocres cores, vida em intenso movimento. Outono, tempo de ceder espaço, curvar-se ante as evidências, adaptar-se ao momento e ao seu abraço, preparar-se pra aceitar longas ausências. Outono, saudade em mim, amor latente. Velho jardim, nova semente! |
quarta-feira, 8 de março de 2017
BOM MESMO É SER MULHER - Elen de Moraes Kochman
Bom mesmo é ser mulher
Elen de Moraes Kochman
Bom mesmo é ser mulher! Sensual, feminina,
pernas à mostra em roupas insinuantes,
sorrisos meigos em lábios inebriantes,
sedutor e faiscante olhar de felina.
Bom mesmo é ser mulher! Plural. Namoradeira,
tímida, pudica, assanhada ou virginal.
Sem instrução, PHD, intelectual.
Corpo, idade, cor? Só importa ser verdadeira!
Bom mesmo é ser mulher! Valente, decidida,
que vai à luta, sem perder a sua essência.
Ciente do seu poder, mas tendo consciência
de vestir delicadeza em contrapartida.
Bom mesmo é ser mulher! Feliz dona de casa,
que vive pra seus filhos, seu homem, seu lar.
que assim se realiza, sem se descuidar
de si e da vida eleita que tanto lhe apraza.
Bom mesmo é ser mulher! Madura, independente,
que aceita envelhecer e sente-se inteira,
que ama, sofre, ri... que vive à sua maneira!
Pra muitos, referência. Mulher expoente!
Bom mesmo é ser mulher! Sozinha, acompanhada,
solteira, casada ou amiga colorida...
porque o que se espera mesmo desta vida
é ser feliz, amar e também ser amada.
O bom mesmo é ser mulher!
Acredite! Se quiser...
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MULHER,
à você, pelo nosso dia,
dedico esta poesia e espero que se descubra nas linhas
e entrelinhas destes versos, em algum flash da minha inspiração.
Que haja sonhos suficientes para todas nós, porque
"Bom mesmo é ser mulher!"
à você, pelo nosso dia,
dedico esta poesia e espero que se descubra nas linhas
e entrelinhas destes versos, em algum flash da minha inspiração.
Que haja sonhos suficientes para todas nós, porque
"Bom mesmo é ser mulher!"
Abraço carinhoso!
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VOZ: Elen de Moraes Kochman - Elegia do adeus
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