LUA CONFIDENTE
(Sonho de adolescente)
Elen de Moraes Kochman Meu sonho de Cinderela, tantos anos desejado, era olhar o anoitecer... Ver através da janela, de algum castelo encantado, a lua cheia nascer; ver uma estrela cadente numa dança sem igual, piscando incessantemente no seu bailado final; ver a noite com seu manto cobrir colina distante e silenciar o canto de um passarinho errante; no jardim iluminado pela lua confidente, ver chegar o meu amado... e com seu jeito envolvente tomar-me... apaixonado, num beijo intenso e ardente... Ver o dia amanhecer aconchegada em seus braços, satisfeita... e adormecer |
"Somethings in the rain" - playlist da série
terça-feira, 19 de julho de 2011
LUA CONFIDENTE (sonho de adolescente) - Elen de Moraes Kochman
sábado, 2 de julho de 2011
UM BRINDE A PORTUGAL PELO SEU DIA - Elen de Moraes Kochman
Um brinde a Portugal
Pelo seu dia!
Elen de Moraes Kochman
Neste mês de junho quando se festeja o dia de Portugal, oportuno se faz relembrar os importantes feitos da sua história, seus audazes navegadores, o destemor do seu laborioso povo ao embrenhar-se por terras recém- descobertas, desbravando-as, sua intrepidez ao demarcá-las, confrontar nativos, expulsar invasores, fundar povoados, fixar o homem no campo e lhe ensinar o cultivo do solo com mudas de plantas trazidas de outros continentes, como a cana-de-açúcar, que durante séculos foi alvo de disputas e conquistas, mobilizando homens e nações e que ainda hoje contribui, grandemente, para gerar riquezas em nossa terra.
Quando Martim Afonso de Souza trouxe consigo, do sul da Ásia, suas primeiras mudas, talvez jamais tenha imaginado que estaria permitindo ao Brasil, séculos depois, tornar-se um dos principais exportadores de açúcar, ser o maior produtor do biocombustível tirado da cana, o etanol, e ocupar posição de liderança na tecnologia da sua produção, conquistando sua auto-suficiência com esse combustível alternativo, não poluente, que supre hoje metade da nossa frota de carros leves. Consta que o primeiro engenho de cana-de-açúcar do Brasil, que se tem notícia, o famoso Engenho São Jorge dos Erasmos, cujas ruínas podem ser visitadas ainda hoje, foi instalado pelos Açorianos, em 1532, no litoral paulista, na Capitania de São Vicente. Segundo alguns historiadores, nessa época, a cana já era plantada em Pernambuco e na Bahia. Com o açúcar, nasceu, por acaso, a cachaça e sua história se confunde com a descoberta do Brasil. O método consistia em se moer a cana, ferver o caldo e em seguida deixá-lo esfriar em fôrmas, obtendo a rapadura, com a qual adoçavam as bebidas. Quando o caldo desandava e fermentava, era jogado fora, dando origem a um produto que se chamava “cagaça”, que servia para alimentar os porcos e que os escravos tomavam e trabalhavam com mais vontade. Não há consenso quanto ao seu nome. Alguns pesquisadores têm outras teses. Através dos tempos, ganhou apelidos: caninha, pinga, abrideira, engasga-gato, água que passarinho não bebe, branquinha, “marvada” e outros. Na época do Brasil colônia, a bebida foi usada como moeda de troca na África, na compra dos escravos. O sucesso da Cachaça era tanto e tão grande a sua preferência, que o destilado português, a Bagaceira, foi perdendo terreno, dando enormes prejuízos à Coroa e, por isso, os impostos foram sobretaxados sobre a venda da nossa aguardente, o que não resolveu o problema, porque ela passou a ser contrabandeada. Portugal, então, decidiu proibir a sua produção e se alguém fosse pego descumprindo as leis, seria extraditado para a África. Muitos alambiques foram destruídos e navios queimados. Nos fins de 1660, o governador do Rio de Janeiro, Salvador Correia de Sá e Benevides, visando o lucro gerado pela bebida, ignorou a proibição e liberou seu consumo e fabricação, mas, para a população usufruir da bebida, teria que pagar impostos abusivos. A cobrança fez a população se revoltar e quando o governador foi a São Paulo, deixando seu tio no poder, os donos de engenhos e moradores da região de São Gonçalo e Niterói, com o apoio dos soldados, ocuparam a sede do governo e ali se mantiveram por cinco meses, com Agostinho Barbalho eleito pelo povo. No poder, logo jurou fidelidade a Portugal. Mais tarde foi substituído, por incompetência, pelo irmão Jerônimo Barbalho. Salvador de Sá que havia pedido reforços da Bahia, retomou o poder, montou uma corte marcial, mandou prender os revoltosos e decapitou Barbalho. O Conselho de Portugal, que cuidava das colônias, não tinha ficado satisfeito com a revolta da cachaça, mas, igualmente não gostou da violência cometida contra Barbalho. Salvador de Sá foi afastado, teve que responder a processo. Voltou para Portugal e nunca mais pode vir ao Brasil. Ainda em 1661, a rainha de Portugal, a regente Luísa de Gusmão, permitiu a fabricação da aguardente no Brasil. Nos últimos anos o grande diferencial da cachaça artesanal tem sido o processo de envelhecimento que utiliza, além dos barris de carvalho, cada vez mais, as madeiras brasileiras. O nome “Cachaça” passou a ser oficial a partir de 2002 e só pode estar nos rótulos das cachaças artesanais. As industrializadas recebem rótulo de “Aguardente de cana”. Com a nossa bebida mais famosa e seu toque especial que empresta incomparável paladar à nossa caipirinha, que só não é mais ardente do que o prazer que proporciona aos seus apreciadores, um brinde a Portugal, pelo seu dia! |
Http://tribunaportuguesa.com
Edição de 1º/06/2011
Edição de 1º/06/2011
Pesquisa: Museu da cachaça:
quinta-feira, 30 de junho de 2011
CORRER ATRÁS DO VENTO - Elen de Moraes Kochman
Correr atrás do vento
Elen de Moraes
Tem dias que acordo com a estranha sensação de que não sou deste lugar. Sinto a casa vazia, sem vida, evidenciando objetos que me parecem tão fora do comum, que não os reconheço como meus. Os móveis se revelam gastos, sem brilho, as cortinas e estofados já não têm aquele cheiro característico de tecido novo - nem viço - e os tapetes dão idéia de ocupar espaços e não de enfeitar o ambiente ou amortizar ruídos.
Nesses dias a paisagem que há muitos anos vislumbro do meu terraço, não a distingo mais com a exuberância de antes e, para dizer a verdade, não sei se a vejo porque os meus olhos podem enxergar ou se porque é impossível não divisar os edifícios que brotam como ervas daninhas bem adubadas, entre os antigos e ensolarados casarões, agora sombrios e desbotados, que eu, romanticamente, tanto gostava de admirar. Até o ir e vir dos transeuntes, que me deixava curiosa tentando adivinhar seus pensamentos, dores e alegrias da alma, dá-me a impressão de pessoas apressadas que andam de lá para cá, sem que eu consiga entender se conversam consigo mesmas ou se seus lábios se movimentam em rituais silenciosos, em preces, ou se dizem impropérios contra as calçadas mal conservadas e as ruas mal iluminadas. Pior do que essa estranha sensação é a de me sentir invisível quando cumprimento alguém nos elevadores ou corredores do prédio onde moro. Respondem olhando o teto, o chão ou ajeitando-se ao espelho. Não se dão ao trabalho de se voltarem para ver com quem falam. Só as crianças, meio tímidas, fazem perguntas. Há exceções, bom lembrar. Os porteiros e empregados, geralmente, sorriem com gentileza quando entro ou saio, mas sinto que não me vêem. Também não sei se os vejo, pois jamais sei se são novos ou antigos no emprego, posto que não consigo identificar o que os diferenciam, uma vez que todos têm o mesmo olhar entristecido e a velha desilusão no rosto marcado pelo cansaço. Ponho-me a pensar por que tudo isso me causa desgosto se antes não me sentia assim e por que só agora o tempo se detém nos detalhes que eu não percebia. Por que, de repente, a vida perde o sentido da graça, dando-me a impressão de que tudo se repete com as horas, os dias e os anos. Pergunto-me em quais momentos me perdi de mim ou será que são nesses estranhos e amiúdes momentos que me encontro? Descartada a hipótese de alguma patologia, sobra certeza do vazio existencial, da intolerável rotina, a convicção de que mais da metade da vida é passado e que futuro é só uma esperança, sobra a segurança plena que isto é envelhecer, ou seja, esse sentir-se estranho na própria casa e transparente para a família, vizinhos e muitos que se dizem amigos, como se fizéssemos parte da mesma paisagem observada dia após dia. Dizem que envelhecer é isso e que é melancólico porque, aos poucos, nos transformamos em alguém que muitos olham sem ver, que ouvem sem escutar, com quem conversam sem dialogar, que questionam sem querer respostas. Envelhecer, então, é aceitar a rotina do tempo, o que os outros nos impõem, além do que já nos impõe a vida? E os sonhos que ainda sonhamos, onde os colocamos? Enterramos com os anos e as ilusões que se foram? Ninguém deseja ser aquele “móvel velho” que é deixado para trás, colocado na porta como lixo, quando a família vai para novo endereço. Tampouco a “antiguidade” que é tratada com cuidado só pelo seu valor comercial. Figura de retórica à parte, importante é reagir, mudar, recomeçar! E não permitir, jamais, ser tratado como objeto fora de uso. “O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos”, diz Airton Luiz Mendonça e continua: “se repetirmos algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida”. Se ao envelhecermos a vida se transforma numa rotina sem fim, e perde a graça e os dias parecem menores, o segredo está em vivenciarmos coisas novas, aquelas que a mente vai parar e pensar. Os dias nos parecerão mais longos e cheios de novidades, a vida mais colorida e movimentada. Salomão, do alto da sua notável sabedoria, explica esses questionamentos. Em seus livros de Provérbios e Eclesiastes, fala sobre a nossa finitude e sobre o tempo de todas as coisas: nascer, morrer, rir, chorar, plantar, colher, etc., e mesmo quando afirma que tudo na vida é vaidade, é correr atrás do vento, ele nos ensina e encoraja a aproveitar as coisas boas que ela nos oferece sem, entretanto, esquecermos a transitoriedade das mesmas. |
sábado, 25 de junho de 2011
PARTIR (tributo a Michael Jackson) - de Elen de Moraes Kochman
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PARTIR...
(Pântano do tempo)
Elen de Moraes Kochman
Partir...
Romper amarras
Em busca
de horizontes impensados,
Perseguir ilusões temerárias,
Viajar pelos
sonhos postergados
Das terras do nunca...
Imaginárias!
Partir...
Libertar-se dos grilhões,
Dos fantasmas...
Dos medos passados!
Sondar, dos mistérios, os calabouços,
Vaguear por
lugares encantados,
Esquadrinhar, de outras esferas, os
arcabouços.
Partir...
Vestir-se de escolhas,
Abrir par em par, da
alma, as escotilhas,
Com destemor pelo desconhecido.
Navegar, peito
aberto, sulcando armadilhas.
Jogar no esquecimento o que foi
preterido.
Partir...
Despir-se de controles,
Descerrar um a um, do
futuro,
Os finos véus que encobriam esperanças.
Trazer à luz o que estava
obscuro...
Desvencilhar-se de tantas cobranças!
Partir...
Adormecer
com a verdade
E acordar nos labirintos da certeza...
Cingir-se com o manto
da liberdade,
Dar novas cores, fantasia e beleza
Ao embrulho da áspera
realidade.
Partir...
Palmilhar estradas,
Encharcar os pés no
pântano do tempo.
Tempo apressado que o presente invade,
Tempo liberto de
todo sofrimento!
Tempo que se dilui... no rasto da saudade...
Tributo à Michael Jackson
Rio de Janeiro, 25 de junho de 2009
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quinta-feira, 23 de junho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
ASI FUÉ - Isabel Pantoja
ASÍ FUE
Isabel Pantoja Perdona si te hago llorar Perdona si te hago sufrir Pero es que no esta en mis manos Pero es que no esta en mis manos,
me he enamorado,
Me he enamorado,
me enamore.
Perdona si te causo dolor Perdona si hoy te digo adiós Como decirle que te amo Como decirle que te amo Si el me ha preguntado,
le dicho que no,
Le dicho que no. Soy honesta con el y contigo A el lo quiero y a ti te he olvidado Si Tu quieres seremos amigos Yo te ayudo a olvidar el pasado. No te aferres, Ya no te aferres, a un imposible Ya no te hagas,
ni me hagas mas daño.
Tu bien sabes que no fue mi culpa Tu te fuiste sin decirme nada Y a pesar que llore como nunca Yo seguía de ti enamorada. Pero te fuiste Y que regresabas,no me dijiste Y sin mas nada por qué? No se Pero fue así,así fue. Te brinde la mejor de las suertes Me propuse no hablarte ni verte Y hoy que has vuelto ya ves,solo hay nada Ya no puedo ni debo quererte. Ya no te amo Me ha enamorado,de un ser divino De un buen amor Que me enseno a olvidar y a perdonar |
terça-feira, 21 de junho de 2011
VERSOS EM BRASAS - Elen de Moraes Kochman
Versos em Brasas
Elen de Moraes Kochman
Devolvo-te agora as cartas que me mandaste. Belas palavras, que muita emoção me deram. Tão múltiplas esperanças elas trouxeram Nas falsas promessas, com as quais tu me enganaste. Mando-te as rosas vermelhas, secas... Contraste Entre a paixão e as mentiras que compuseram Os teus reais sentimentos. Elas fizeram Diferença em meio às juras... às quais me ataste. Porém, quero de volta meus dias passados Em teus braços... fazendo amor, furtivamente... Os beijos que te dei... e os que foram roubados! Só não devolvo teus versos... infelizmente! Pelas ondas, com as areias, foram levados... Se bem que vivem em brasas na minha mente! |
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VOZ: Elen de Moraes Kochman - Elegia do adeus
Rio de Janeiro - Br
Aterro do Flamengo - ressaca
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Amanhecer no Rio de Janeiro
Nevoeiro sobre a Tijuca
Rio de Janeiro
Tempestade sobre a Tijuca
R< - Br
Eu me perco em teu olhar...












