"Somethings in the rain" - playlist da série

sábado, 12 de março de 2011

TEU SORRISO - Elen de Moraes Kochman





Teu sorriso!


Elen de Moraes Kochman


Teu sorriso de alegria
Inspirou-me e fantasiei
A paz que eu tanto queria!

Quando não te conhecia,

Foi assim que imaginei:
Teu sorriso de alegria

E minha alma que seria

Gêmea da tua… E esperei
A paz que eu tanto queria!

O meu corpo em sinergia

Com teu corpo... Então sonhei
Teu sorriso de alegria


Nos lábios da poesia!

Sofregamente, beijei
Teu sorriso de alegria…
A paz que eu tanto queria!


quinta-feira, 10 de março de 2011

MÃOS LIBIDINOSAS - Elen de Moraes









Mãos libidinosas...




Elen de Moraes kochman




Quero esse teu sorriso de criança
Brincando nos teus lábios sedutores...
Lago onde repousam os teus amores,
Boca gostosa... sempre em desvairança.


Quero nos teus olhos de homem inquieto,
Um doce olhar de lince apaixonado,
Inocente, sem ranço de pecado,
Faiscando de luxúria e de afeto.




Quero tuas mãos...  Ah...  mãos libidinosas!
Ágeis, viris e fortes nas pegadas...
E tuas pernas seguras nas passadas.




Quero teu corpo em vertigens gloriosas...
Penetrante... Em compasso de alegria,
Fazendo amor... Compondo poesia!




segunda-feira, 7 de março de 2011

SIMPLESMENTE MULHER - Elen de Moraes

Um grande abraço às mulheres
pelo nosso dia!




Simplesmente mulher.




Elen de Moraes Kochman




Podes não ser a esposa tão perfeita,
A amante felina, bela e charmosa,
Namorada na medida... e gostosa!
Fêmea sensual que ao seu homem deleita...

Podes não ter perfil que se receita
Para ser mãe ou avó amorosa,
A irmã presente, a amiga preciosa,
Podes não ser filha que se sujeita...

Que importa?! És valiosa obra de arte!
Jóia invulgar que todos querem ter,
Rara flor que muitos querem colher...

Anjo guardião que está em toda a parte,
Luz que a estrada de todos alumia.
Simplesmente Mulher... E poesia!

quinta-feira, 3 de março de 2011

MIRAGEM - Elen de Moraes




MIRAGEM

Elen de Moraes Kochman


Eu não estou aqui... Sou simples miragem,
Ilusão que teus olhos teimam ver,
Que tua alma carente fez imagem,
A ela se agarra para viver.

Eu não estou aqui... Sou uma quimera,
Alguém que habita o louco pensamento
Dos sonhadores e de quem espera
Encontrar o amor pelas mãos do vento.

Eu não estou aqui... Sou só uma ideia,
Sombra obsessiva que te acompanha,
O teu sonho sem cor, a odisseia
Do teu inconsciente.. a força estranha!

Sou, sim, quem apazígua os teus rancores,
Alguém que vive na tua saudade,
Acalma tuas desilusões de amores
E que te espera além, na eternidade.

Sou vórtice da tua realidade,
Teu fantasma... tua dualidade.
  

quarta-feira, 2 de março de 2011

AMORES CLANDESTINOS - Elen de Moraes




Amores clandestinos

Dom Pedro II e Luísa



Elen de Moraes


A história está repleta de amores e paixões proibidas. Nas mais simples às mais abastadas e influentes famílias, sempre há um caso oposto às conveniências, a ser contado ou escondido. Muitos primeiros-ministros e governos caíram, pelos seus amores clandestinos! Sem contar os que estão por cair. O Brasil não fica a dever: de vez em quando, surge a notícia de que um político engravidou uma mulher fora do casamento ou sobre a amante de algum deles que, indiretamente, o povo sustenta.

Entretanto, voltando o relógio do tempo, nos deparamos, com amores proibidos e famosos, em todas as épocas. No Brasil, com a chegada da família real, no seculo 19, a cidade tornou-se efervescente e os amores escandalosos, mais comentados, até porque nada era feito às escondidas.

Conta a história que Dom João VI, homem inteligente e culto, que gostava mais de comer do que de sexo, tampava os ouvidos aos falatórios sobre sua esposa, Dona Carlota Joaquina de Bourbon, e seus inúmeros amantes, chegando a nomear um deles para Diretor do Banco do Brasil. Seu filho, o Imperador Dom Pedro I, tido como mulherengo e algo vulgar, foi homem de muitas amantes e sua vida amorosa rica em acontecimentos. Teve muitos filhos bastardos, com todo tipo de mulher. Já o seu herdeiro, Dom Pedro II, tímido, introspectivo e discreto, era mais seletivo.

Assumiu o Trono ainda jovem e ao se casar sentiu-se enganado porque lhe mostraram a pintura de uma linda morena de Nápoles, por quem se interessou, porém, pessoalmente, era tão feia que o príncipe, ao vê-la, teve um ataque de choro. Foi o que o empurrou para os braços de outras mulheres.

Aos 31 anos conheceu Luisa Margarida Portugal de Barros, Condessa de Barral, mais velha nove anos, por quem perdidamente se apaixonou. Segundo historiadores, foi a única mulher que amou. Nutria por ela, além da paixão, uma grande admiração intelectual. Mantiveram o romance por trinta e quatro anos, a maior parte do tempo através de cartas, que ambos combinaram destruir. Dom Pedro II cumpriu sua promessa, porém Luisa, mais romântica, guardou as suas e através delas boa parte da história de sua vida e do Brasil está sendo contada.

Segundo Mary Del Priori, Luisa era filha do Visconde de Pedra Branca, dono de vários engenhos de açúcar no Recôncavo Baiano. Casou-se por amor com o visconde de Barral, na França, onde vivia desde jovem, pois para lá fora enviada pelos pais para estudar. Como Barral não era de família abastada e a de Luisa era muito rica, vieram para o Brasil. Com a crise do açúcar, seu marido ficou desempregado e ela viu-se obrigada a trabalhar, aceitando ser preceptora da irmã de Dom Pedro II, a qual, mais tarde, indicou-a ao Imperador para cuidar das suas duas filhas.

Dom Pedro II encantou-se ao conhecê-la: de beleza rara, educada e elegante, magra, sabia vestir-se e seguia a moda francesa. O que era admiração a princípio, se transformou em paixão e passaram a se encontrar às escondidas em Petrópolis, onde Luisa havia alugado um chalé, e no Rio de Janeiro, certamente no Palácio de São Cristóvão, onde morava o Imperador. Conforme Del Priori, nos diários pesquisados, também foram encontradas passagens que se referiam a uma viagem que  fizeram juntos, à Grecia.

A Condessa de Barral mandava e desmandava, mas não influenciava o Imperador nas decisões que tomava como governante (se bem que diziam que influenciou a Princesa Isabel, sua filha, com suas ideias abolicionistas, a extinguir a escravidão no Brasil), porém o ajudou de outro modo, ou seja, por ser homem sem traquejo social, ensinou-o a se portar à mesa, a se vestir bem, a limpar as unhas, a não bater no ombro das pessoas e como tinha um inglês ruim, dizia para só falar em francês, para não cometer gafes. Passava-lhe informações sobre arte, livros, teatro e cultura, porque, por ter sido criada na Europa, estava em dia com os acontecimentos do mundo.

Luisa só teve um filho, Dominique. O marido da Condessa jamais se posicionou sobre o seu romance com Dom Pedro II. Como era preceptora das filhas do Imperador, recebia convites para ir aos bailes, mas sempre ia  sozinha. Quando as princesas se casaram, Luisa voltou para a Europa. Começaram, então, a troca de correspondências. Foi quando o Imperador se sentiu mais apaixonado e saudoso e fez várias viagens para visitar a amada.

Com a proclamação da Republica, a família Imperial exilou-se na França. Dom Pedro II reencontrou a Condessa e ficaram mais próximos. Ele lhe escreveu uma poesia dizendo que nada mais iria separa-los. Costumava colher flores para ela todos os dias e deixar na porta de seu quarto. Luisa morreu de pneumonia quase dois anos depois e ele logo em seguida, de complicações com diabetes.

Pesquisas:
Mary Del Priori
Gazeta do Povo

 


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Meu Rio de Janeiro - Elen de Moraes




Meu Rio de Janeiro


Elen de Moraes Kochman



Sempre, a cada amanhecer,
Que te vejo espreguiçar
Sonolento... e se estender
Entre as montanhas e o mar,


Eu me debruço em teu peito
E me entrego ao teu abraço...
Deixo meu corpo sujeito
Ao deleite e ao compasso


Que dás ao meu coração...
Dele, és dono absoluto!
Também da estranha paixão
Que me invade... e que desfruto!


Tu és meu amor verdadeiro,
Ó meu Rio de Janeiro!


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

EM CIMA DO MURO, E DAÍ? - Elen de Moraes


Se preferir, poderá ler o artigo no jornal online,
edição de 15-02-2011, no link abaixo:
http://www.tribunaportuguesa.com



Em cima do muro... E dai?


Elen de Moraes Kochman





E daí, o assunto é delicado! O que para alguns pode parecer falta de atitude ou desapreço, para muitos é só uma questão de opção, de agir consoante a sua consciência, de disponibilidade e, sobretudo, de não perder o foco daquilo em que se acredita. Por outro lado, não devemos nos acomodar diante das injustiças sociais, calarmos em face dos desmandos que presenciamos e, por medo ou preguiça, deixarmos que pessoas sem gabarito, despreparadas, decidam o que devemos ou não fazer. Li em algum lugar - e concordo - que “precisamos deixar de ser atores de nossas próprias vidas e agir como autores, mostrando que mesmo sendo árdua, a luta por dias melhores vale a pena! Que vivemos num tempo de possibilidades, não de determinismo”.

Entretanto, nos dias atuais cobram-nos posições, engajamentos e escolhas como se fossemos obrigados a ter pensamentos coletivos, como se a sociedade fosse dividida em sindicatos e tivéssemos que nos filiar a algum, para bem viver e defender suas propostas com unhas e dentes. Há um patrulhamento que nos exige participações e preferências, como se não possuíssemos vontade própria e como se fosse regra ter que aprender (e repetir como um papagaio) só aquilo que lhes interessam. 

Cobram-nos eleger um lado pelo qual lutar; adotar um partido politico e a ele ser fiel; uma modalidade de esporte para amar e torcer; bandeiras (a favor do quê e de quem) levantar; amigos pelos quais brigar, estejam certos ou errados; causa de qual país abraçar, e muito mais! E se não nos decidimos rápidos e ocupamos logo as “trincheiras” que nos reservam, somos acusados de ficar em cima do muro. Acusação dita - e olhada - num tom de menosprezo, como se agir assim fosse proeza de cidadãos sem categoria, omissos e egoístas. 

Faz-me lembrar a candidata Marina Silva, acusada de ter ficado em cima do muro por não ter escolhido apoiar nenhum dos dois candidatos que disputaram a Presidência do Brasil, no segundo turno, por achar, quem sabe, que nenhum dos dois preenchia o perfil do Presidente que desejava para o País ou por estarem em desacordo com as causas pelas quais lutava. Essa atitude, talvez, tenha mudado os rumos da sua vida politica e do nosso Brasil, porém, se decidiu não apoiar ideias que nada tinham a ver com as que defendia e nas quais acreditava, por que condená-la? Embora eu tenha torcido muito para que ela trocasse o verde do seu Partido pelo azul do meu candidato, aceitei a sua decisão e, para dizer toda a verdade, admirei sua firmeza por não ter cedido às pressões. 

Também não estou levantando a bandeira de cruzarmos os braços e não ajudar quando se faz necessário, de não participarmos da comunidade da qual fazemos parte, de fecharmos os olhos para o que acontece à nossa volta e carece de atenção, do que exige nosso amor e cuidado para com o nosso semelhante, de repartir, de dar socorro a quem solicita... Não! Estou defendendo o direito de quem quer ficar de fora quando o momento exigir calma e reflexão, o de ir à luta quando achar que é a hora, mesmo que não seja para ficar de nenhum lado e, sim para costurar a sua própria bandeira.

Os mineiros (nascidos em Minas Gerais), têm a fama de estar sempre em cima do muro. Injustiça: fui criada entre eles e sei que é um povo calado, observador, desconfiado, que dificilmente mete os pés pelas mãos, mas age quando o momento exige, como explica o escritor Roberto Drumond: “Os invejosos, os que não receberam a dádiva divina de em Minas nascer, gostam de folclorizar o mineiro. Aí dizem: O mineiro está sempre em cima do muro! Mas eu pergunto: Tiradentes estava em cima do muro? Mais uma vez pergunto: Juscelino, que enfrentou os militares, que vetaram sua candidatura, e depois foi cassado, aprisionado, exilado, alguma vez esteve em cima do muro?” 

O que é “ficar em cima do muro”? É não aceitar imposições sobre ideias e ideais? É ter vontade própria? É poder escolher e repensar o momento da decisão? É ter dignidade e educação? É não comprar brigas alheias por não reconhecer nelas motivos válidos para “bater boca” e, de sobra, ainda ser apontado como criador de confusão, além de ganhar inimigos? É renunciar,  por amor aos filhos e à família? Ora, temos livre arbitrio para aceitar ou não as oportunidades e/ou problemas que batem à nossa porta e arcar com as responsabilidades das decisões tomadas. Que os “patrulheiros de plantão” nos atirem todas as pedras, mas, não conseguirão abalar o alicerce do nosso respeito à liberdade de escolha e  de vida.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

TU E EU - Elen de Moraes



Tu e Eu

Elen de Moraes Kochman


Eu chorei. Também choraste.
Eu amei, mas...
não me amaste!
Foi assim
que nos deixamos.
Sofri muito
por nós dois!
Se bem antes
fui feliz,
A dor me veio
depois.
Escapaste,
por um triz,
De por mim
te apaixonares,
De me querer
grande bem
De ter
que te entregares,
De te tornares
refém,
Rendido
ao meu coração.
Assim foi que te perdi,
Quando nem bem começara
A nossa louca paixão.

Nunca me achaste, afinal...
Não sei o que fui pra ti.
Mas, para mim foste o bem

que só me fêz grande mal!
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VOZ: Elen de Moraes Kochman - Elegia do adeus

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