Mãos libidinosas...
Elen de Moraes Kochman Quero esse teu sorriso de criança Brincando nos teus lábios sedutores... Lago onde repousam os teus amores, Boca gostosa... sempre em desvairança. Quero nos teus olhos de homem inquieto, Um doce olhar de lince apaixonado, Inocente, sem ranço de pecado, Faiscando de luxúria e de afeto. Quero tuas mãos... Ah... mãos libidinosas! Viris, fortes e ágeis nas pegadas... E tuas pernas seguras nas passadas. Quero teu corpo em vertigens gloriosas... Penetrante... Em compasso de alegria, Fazendo amor... Compondo poesia! |
"Somethings in the rain" - playlist da série
domingo, 29 de setembro de 2013
MÃOS LIBIDINOSAS - Elen de Moraes Kochman
sábado, 28 de setembro de 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
APRENDIZA - Elen de Moraes Kochman

É só uma brincadeira, queridos amigos! Um exercício!
E quem escreve tem liberdade de criação...
terça-feira, 24 de setembro de 2013
ETERNA SAUDADE - Lenya Terra - e TÉRREA PASSAGEM - Elen de Moraes Kochman
ETERNA SAUDADE
Lenya Terra®
Deste grupo onde o poeta,
Canta a cor da saudade,
Sairei serena e quieta,
Para a doce eternidade.
Quem sabe se algum dia,
Coloquem com todo o amor,
Numa cadeira vazia,
Uma pequenina flor.
Eu serei na infinidade
As cores de um arco-íris,
Vivendo na imensidade.
E no dia que não me vires,
Serei apenas saudade,
Refletida em tua íris.
06/08/2006-00.44am
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Térrea passagem
De Elen de Moraes Kochman
Para Lenya Terra
em memória
Entre Poetas, a cadeira Que usaste, com galhardia, Poetando a vida inteira, Jamais ficará vazia! Nela estarão a brilhar Teu sorriso tão sensível, Mar azul do teu olhar, Tua voz inconfundível, Os fios da tua imagem, E a essência do teu Eu - Tu’alma, que em térrea passagem, Viveu seu grande apogeu - Jamais serás só saudade... És a própria eternidade! |
FEBRE DE AMOR - Elen de Moraes Kochman - (borboleta poeta)
Febre de amor...
Elen de Moraes Kochman
Em meus sonhos
sinto que me reclamas!
Nos meus
pensamentos te solto as asas...
E na miragem do
teu corpo em brasas,
Aplaco a febre
do meu corpo em chamas.
A paixão me
domina em suas tramas...
E como flor
plantada em terras rasas,
Preciso-te -
como água de alcarrazas -
Pra matar a sede
das minhas ramas...
Em tuas
fantasias também vivo.
Pressinto teu
chamado a todo instante.
Tua boca a possuir-me... ofegante.
Talvez seja esse amor só ilusivo,
Pra nossas
carências, doce castigo.
Mas... viver sem ele já não consigo! |
domingo, 22 de setembro de 2013
TAPETE VERMELHO - (insonias da vida) - Elen de Moraes Kochman
TAPETE VERMELHO
- Insonias da vida -
Elen de Moraes Kochman
Ó tu que te entorpeces
com a bebida dos sonhos
destilados nas longas vigílias da alma,
com os desejos mirabolantes
do teu inconsequente coração,
com os pesadelos
das tuas desestruturadas emoções,
com as insônias da vida...
Desadormece!
Pisa no chão da tua realidade!
Nesse chão batido pelas tuas incertezas,
nesse tapete vermelho
de terra firme,
derramado à tua frente
para amortecer as passadas
do teu desencanto...
esse chão de terra molhada
pelo gotejar das tuas lágrimas,
pela queda do teu pranto magoado,
pela chuva da tua desesperança,
pelos desencontros,
pela solidão
- essa tua amante de todas as épocas! -
Pressente nos gemidos,
no farfalhar das folhas caídas
que sucumbem ao peso da tua insatisfação,
o amor que se despeja à tua passagem,
a paixão que se incendeia à tua volta,
a sensualidade que acede à tua essência,
a vida que te renasce...
Descansa a fadiga da tua eterna procura,
na posteridade do amor...
Asperge sobre esse chão,
sobre esse tapete de terra no cio,
a desilusão das tuas fantasias,
o orvalho da tua inspiração,
o desassossego dos teus versos,
para renascer no afinado canto das tuas poesias. |
sábado, 21 de setembro de 2013
UM OLHAR SOBRE O OLHAR - Elen de Moraes Kochman - reeditado
Um olhar sobre o olhar
Elen de Moraes Kochman
No olhar,
a dúvida
sobre as certezas,
os impossíveis,
os irrealizados sonhos.
Na expressão,
o apelo inconsciente,
o abismo do vazio,
a desconstrução
da indiferença...
Na solidão do gesto,
a conformidade,
a crua existência,
a muda palavra,
o instigante prazer...
Na metade aparente,
a vontade da coragem,
a fustigada esperança,
os desatinos da vida,
a ausência...
No lado oculto,
a pureza da alma,
a timidez do Ser,
a razão do espírito,
o encontro com Deus.
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sexta-feira, 20 de setembro de 2013
GOSTO QUANDO TE CALAS - Pablo Neruda
Gosto quando te calas
Pablo Neruda
Gosto quando te calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, minha voz não te toca.
Parece que os olhos tivessem de ti voado
e parece que um beijo te fechara a boca.
Como todas as coisas estão cheias da minha alma
emerge das coisas, cheia da minha alma.
Borboleta de sonho, pareces com minha alma,
e te pareces com a palavra melancolia.
Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como que te queixando, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e a minha voz não te alcança:
Deixa-me que me cale com o silêncio teu.
Deixa-me que te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel.
És como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, tão longinqüo e singelo.
Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se tivesses morrido.
Uma palavra então, um sorriso bastam.
E eu estou alegre, alegre de que não seja verdade.
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terça-feira, 17 de setembro de 2013
sábado, 14 de setembro de 2013
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
terça-feira, 10 de setembro de 2013
O TEMPO E SUA ETERNIDADE - Elen de Moraes Kochman
![]() O tempo e sua eternidade Elen de Moraes Kochman
O tempo que movimenta pensadores, poetas, religiosos, historiadores, psicólogos e muitos mais, que não nos aflige quando jovens diligentes e sonhadores, no entanto, que nos atormenta numa determinada altura da vida, quando sentimos o seu galope desenfreado e nos percebemos cansados para domá-lo, é um aliado para os otimistas e realizadores e um indiferente apressado para quem vive por viver e deixa a vida acontecer, sem prestar atenção à própria existência.
Com a finitude do Ser, terá o tempo um fim ou será o tempo a própria eternidade? Não raro me pego envolvida com esses questionamentos. Antes me batia uma grande ansiedade nesses instantes de ponderações e como me furtava a entendê-los, sacudia os pensamentos, deixava a angústia bater asas, o cérebro neutralizar as dúvidas e as explicações. Porém, fui me dando conta de que não adiantava fugir, porque o tempo torna-se um partícipe assíduo das minhas incertezas à medida que a vida avança e a idade se diverte com as marcas das expressões que me surgem, que vão dando ênfase ao meu rosto e ao meu corpo, e me enxergo no abraço desse tempo, sendo levada como nas águas de um dique que se rompe. Atiça-nos a vontade de segurar o tempo ao darmos conta de que ele é escasso quando, com a agitação das grandes cidades, os dias correm, as noites voam, o corpo mal se adapta e descansa e a mente insone entra pela madrugada, acompanhada – e tão só – pelo silêncio das altas horas e os embates do cotidiano. Em contrapartida, a vida no campo, que passa em câmera lenta, com sua pasmaceira, do mesmo modo que nos dá a vantagem da contemplação, nos incita o desejo de movimentar e adiantar esse tempo. Quando o filme da nossa vida começa a rodar e surgem as imagens de uma época que nos parece tão recente, mas tão longínqua, incomoda constatar que o tempo se alia à fragilidade do Ser para mostrar a nossa limitação. Nessas horas me vem à lembrança o sábio e famoso conselho que o poeta romano Horácio (65 a 8 a.C.) deu à sua amiga Leucone, (ODES -1,11.8- “...carpe diem, quam minimum crédula postero”): “...colha o dia de hoje, quanto confie o mínimo possível no amanhã”. Por acreditar em vãs promessas e fazer planos para um futuro distante demais do hoje (e aguardar a sua chegada), é que perdemos parte da existência e da felicidade. Por que adormecer os sonhos, postergando-os, à espera de dias melhores? Já agi assim e não tive frutos a colher. Então, hoje trago-os bem acordados! Se eles são os meus desejos possíveis, se só dependem de mim, quero, devo e tento realiza-los o mais breve que posso. Se não, troco-os por uma realidade mais à vista, porque não quero nada que me impeça de viver, plenamente, cada hora do meu aqui e agora. Para quem cultua o presente, o tempo é música que canta para a vida que segue, é a consciência do instante, é o olhar sobre a natureza que desabrocha, é o sorriso da paisagem revisitada a cada manhã. Faz-me lembrar das palavras do meu Mestre, em Mateus 6.34: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal”. O tempo não é o senhor absoluto do meu futuro, tampouco guardião do baú onde conservo lembranças e mágoas do que foi ou do que poderia ter sido e, sim, o amigo que permito acompanhar-me enquanto vivo. Digo, não sou mais escrava de um tempo marcado, de horas e minutos cronometrados. De mãos dadas - eu e ele - seguimos o curso natural da vida. Se ele tiver pressa, que se adiante e me deixe ao sabor dos meus momentos e sentimentos..
Há quem diga que o tempo é o vazio que sobra depois de tudo; outros, que é a consciência mais nítida do que acontece à nossa volta e há ainda quem afirme que é o elo entre o passado, o presente e o futuro. No entanto, para muitos que têm o privilégio de se debruçar sobre a janela do tempo, é o caminho inexorável cujo portal atravessam, com tranquilidade e aceitação, enquanto envelhecem.
O tempo pode mudar a nossa aparência, deixar à flor da pele as nossas expressões de dores e alegrias, debilitar o nosso corpo, entretanto, não é capaz de nos tirar a juventude da alma, a esperança do coração, o prazer de viver, a firmeza do pensamento, o entusiasmo de nos apaixonarmos, a emoção de amar, enquanto nos achegamos à eternidade. |
domingo, 8 de setembro de 2013
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Sobre o Rio de Janeiro - RETRATO DE UMA CIDADE - Carlos Drumond de Andrade -
I
onde brincam os rios de esconder. Cidade feita de montanha em casamento indissolúvel com o mar. Aqui amanhece como em qualquer parte do mundo, mas vibra o sentimento de que as coisas se amaram durante a noite. As coisas se amaram. E despertam mais jovens, com apetite de viver os jogos de luz na espuma, o topázio do sol na folhagem, a irisação da hora na areia desdobrada até o limite do olhar. Formas adolescentes ou maduras recortam-se em escultura de água borrifada. Um riso claro, que vem de antes da Grécia (vem do instinto) coroa a sarabanda a beira-mar. Repara, repara neste corpo que é flor no ato de florir entre barraca e prancha de surf, luxuosamente flor, gratuitamente flor ofertada à vista de quem passa no ato de ver e não colher. |
II
ganha este povo, risca o asfalto da avenida, fere o ar. O Rio toma forma de sambista. É puro carnaval, loucura mansa, a reboar no canto de mil bocas, de dez mil, de trinta mil, de cem mil bocas, no ritual de entrega a um deus amigo, deus veloz que passa e deixa rastro de música no espaço para o resto do ano. E não se esgota o impulso da cidade na festa colorida. Outra festa se estende por todo o corpo ardente dos subúrbios até o mármore e o fumé de sofisticados, burgueses edifícios: uma paixão: a bola o drible o chute o gol no estádio-templo que celebra os nervosos ofícios anuais do Campeonato. Cristo, uma estátua? Uma presença, do alto, não dos astros, mas do Corcovado, bem mais perto da humana contingência, preside ao viver geral, sem muito esforço, pois é lei carioca (ou destino carioca, tanto faz) misturar tristeza, amor e som, trabalho, piada, loteria na mesma concha do momento que é preciso lamber até a última gota de mel e nervos, plenamente. A sensualidade esvoaçante em caminhos de sombra e ao dia claro de colinas e angras,no ar tropical infunde a essência de redondas volúpias repartidas. Em torno de mulher o sistema de gesto e de vozes vai-se tecendo. E vai-se definindo a alma do Rio: vê mulher em tudo. Na curva dos jardins, no talhe esbelto do coqueiro, na torre circular, no perfil do morto e no fluir da água, mulher mulher mulher mulher mulher. |
III
nas dobras da linguagem transparente. Pula do cofre da gíria uma riqueza, do Rio apenas, de mais nenhum Brasil. Diamantes-minuto, palavras cintilam por toda parte, num relâmpago, e se apagam. Morre na rua a ondulação do signo irônico. Já outros vêm saltando em profusão. Este Rio… Este fingir que nada é sério, nada, nada, e no fundo guardar o religioso terror, sacro fervor que vai de Ogum e Iemanjá ao Menino Jesus de Praga, e no altar barroco ou no terreiro consagra a mesma vela acesa, a mesma rosa branca, a mesma palma à Divindade longe. Este Rio peralta! Rio dengoso, erótico, fraterno, aberto ao mundo, laranja de cinqüenta sabores diferentes (alguns amargos, por que não?), laranja toda em chama, sumarenta de amor. Repara, repara nas nuvens; vão desatando bandeiras de púrpura e violeta sobre os montes e o mar. Anoitece no Rio. A noite é luz sonhando. |
terça-feira, 3 de setembro de 2013
FOICE DO TEMPO - Elen de Moraes Kochman
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VOZ: Elen de Moraes Kochman - Elegia do adeus
Rio de Janeiro - Br

Aterro do Flamengo - ressaca
Amanhecer no Rio de Janeiro

Amanhecer no Rio de Janeiro

Nevoeiro sobre a Tijuca

Rio de Janeiro
Tempestade sobre a Tijuca

R< - Br
Eu me perco em teu olhar...
