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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

LACRIM...ÂNSIAS - Luiz Poeta - Luiz Gilberto de Barros


LACRIM...ÂNSIAS 


- Luiz Poeta - 
Luiz Gilberto de Barros

 – às 10 h e 8 min do dia 8 de outubro de 2008 do Rio de Janeiro - 
Para chorões e cancerianos, como Luiz Poeta.


É nos olhos que a dor mais se revela;
A sequela da ausência é o sofrimento
Que se instala por inteiro dentro dela,
Quando nela existe a dor do afastamento.

É na lágrima que a mágoa se condensa,
Quando, tensa, a amargura não resiste,
E por mais que toda angústia seja intensa,
Sempre é densa a solidão de um rosto triste.

Subsiste, no olhar, essa carência
De sentir no outro olhar, o complemento
De um amor que só repousa na inocência
De querer quem nem nos quer com sentimento.

É no ato inevitável de sonhar
A metade incompleta desse amor,
Que habita a solidão do nosso olhar
Que ressurge o nosso mar mais sedutor.

É nos olhos que a linguagem expressiva
Mais carece de alguém que a compreenda,
Entretanto é na visão mais emotiva
Que se enxerga outra luz dentro da venda.

Todavia, quando a luz persuasiva
Da emoção aleatória à realidade
Revisita essa carência pensativa,
Prometendo uma real felicidade,

Não há jeito de conter o que rebrota
Do silêncio, pois nos ermos abissais,
O organismo dessa dor que ninguém nota
Se dissolve em tristes gotas... lacrimais.

Direitos Autorais Reservados ao autor
Biblioteca Nacional 

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