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terça-feira, 20 de agosto de 2013

NOTURNO - Elen de Moraes Kochman




                    
 Noturno

Elen de Moraes Kochman


Águas de cruas saudades
Por onde sempre navego,
Choram comigo as dores
Dos amores que partiram...
Noites que - em pesadelos -
Adormeceram estrelas,
Acalentam minhas mágoas
E dão vazão ao meu pranto.

Sobre o universo dos sonhos
A lua balança tímida,
Sem poder me confortar!
A solidão, tão medonha,
Minha fiel companheira, 
Grita por mim o que calo,
Quando sufoco os lamentos
Que dilaceram minh’alma.

As loucuras das paixões,
Levaram-me para abismos...
Nas brumas dos meus caminhos
Esfumaram-se ilusões
Que alegravam minha vida...
O que antes era meu norte,
Hoje... é somente um sopro
Que me empurra para a morte.
                     

3 comentários:

Yara disse...

Que beleza Elen de poema. Diz tudo sobre o sentimento da solidão que algum dia todos nós passamos ou iremos passar. Bjs

ebezerra disse...

Belíssimo poema, amiga! Mas que é isso? Bateu um baixo astral? Mas a alma poética é assim mesmo, vibra com alegrias, e também com tristezas, criando coisas soberbas, como essa. E bem adequado fundo musical você escolheu. Beijos!

Elen de Moraes K borboleta poeta disse...

Queridos Yara e Eugenio, obg pela simpatia do comentário! Sou assim: às vezes quando estou mais feliz é que deixo os meus ais colocarem "as manguinhas" de fora! Uma hora temos que sangrar as nossas barragens...
Beijos, meus amados! E venham sempre!

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