"Somethings in the rain" - playlist da série
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
terça-feira, 30 de agosto de 2016
domingo, 28 de agosto de 2016
domingo, 21 de agosto de 2016
COLAGENS DE AMOR- Elen de Moraes Kochman
Colagens
de amor
Elen
de Moraes Kochman
Colagens de amor, hoje num "Agnus Dei"...
Foi bem pouco o tempo que eu te dediquei,
Foi bem pouco o tempo que eu te dediquei,
se
comparado ao que tu me dedicaste.
Noite
em claro, quando de ti precisei,
muitas
foram as que por mim tu passaste.
Egoísta
o meu querer! Sei hoje - e digo -
diante
do intenso amor que me ofertaste.
Só
ás vezes o teu pranto, chorei contigo,
no
entanto, sempre comigo o meu choravas,
dando-me
compreensão e conforto amigo.
Se
eu te aborrecia, as costas não viravas.
Ao
contrário, me chamavas à verdade,
relevavas
o desgosto... perdoavas!
Contigo
aprendi, da vida, a realidade,
mas
me ensinaste o bom de ser otimista,
ter
fé e aguardar, em Deus, Sua vontade.
Através
do teu olhar, doce e simplista,
de
outro modo pude enxergar minhas dores,
aceitá-las...
ser menos negativista.
Por
me teres feito ver a vida em cores,
também
na solidão, ter felicidade,
aceitar
quão efêmeros são os amores,
é
que estás comigo... embora a eternidade.
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
LACRIM...ÂNSIAS - Luiz Poeta - Luiz Gilberto de Barros
LACRIM...ÂNSIAS
- Luiz Poeta -
Luiz Gilberto de Barros
– às 10 h e 8 min do dia 8 de outubro de 2008 do Rio de Janeiro -
Para chorões e cancerianos, como Luiz Poeta.
É nos olhos que a dor mais se revela;
A sequela da ausência é o sofrimento
Que se instala por inteiro dentro dela,
Quando nela existe a dor do afastamento.
É na lágrima que a mágoa se condensa,
Quando, tensa, a amargura não resiste,
E por mais que toda angústia seja intensa,
Sempre é densa a solidão de um rosto triste.
Subsiste, no olhar, essa carência
De sentir no outro olhar, o complemento
De um amor que só repousa na inocência
De querer quem nem nos quer com sentimento.
É no ato inevitável de sonhar
A metade incompleta desse amor,
Que habita a solidão do nosso olhar
Que ressurge o nosso mar mais sedutor.
É nos olhos que a linguagem expressiva
Mais carece de alguém que a compreenda,
Entretanto é na visão mais emotiva
Que se enxerga outra luz dentro da venda.
Todavia, quando a luz persuasiva
Da emoção aleatória à realidade
Revisita essa carência pensativa,
Prometendo uma real felicidade,
Não há jeito de conter o que rebrota
Do silêncio, pois nos ermos abissais,
O organismo dessa dor que ninguém nota
Se dissolve em tristes gotas... lacrimais.
Direitos Autorais Reservados ao autor
Biblioteca Nacional
domingo, 14 de agosto de 2016
SER PAI - Elen de Moraes Kochman
Homenagem pelo dia dos pais,
para o pai do meu filho.
Em memória.
para o pai do meu filho.
Em memória.
Ser pai
Elen de Moraes Kochman
Pai não é o que põe no mundo,
Também nem mesmo o que cria.
Traduz algo mais profundo:
Espécie de estrela guia.
Ser pai, sobretudo, é o que ama,
Que sempre se faz presente
Mesmo quando as circunstancias
O obriga a ficar ausente.
O pai, é aquele que educa,
Com bom exemplo e com zelo,
Que corrige e não machuca,
Tendo, com os filhos, desvelo.
Pai é o que com mão segura,
Ensina todos os passos,
Porém na voz tem candura
E ternura nos abraços!
Pai não é apenas viver
O paraíso na terra,
Mas, ensinando, aprender
Que ótimo pai também erra!
E quando velho então for,
Poder a um neto mostrar
Toda importância do amor,
Só com o brilho do olhar!
Foste exemplo, até o fim!
E por ser hoje o teu dia,
Como abraçar-te eu queria!
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sábado, 13 de agosto de 2016
ALÉM DA ETERNIDADE - Elen de Moraes Kochman
Alem da eternidade
Elen de Moraes Kochman
Para meu pai, em memória
Contemplo teu rosto, na foto desbotada,
pelo tempo, distante... Tempo que bendigo!
À mente, me volta imagem desordenada,
dos momentos felizes, do teu ombro amigo.
Meu coração dói, se contorce em disparada,
Pai, ao lembrar minha vida em comum contigo!
Sinto, na saudade, teu carinhoso abraço,
a tua voz, em silêncio, a me aconselhar...
Meus deslizes, quando ao pisar errado passo,
com afeto corrigias, sem castigar.
Teus filhos, quando vencidos pelo cansaço,
voltavam pros teus braços - porto de ancorar!-
Nos teus olhos havia olhar sempre bondoso!
Deles fluía paz, total tranquilidade.
Acautelados em teu amor tão zeloso,
transcorria nossa a vida em serenidade.
Ensinava-nos acerca do insidioso,
mas mostrava tua justeza na igualdade.
Manso sorriso que em teus lábios flutuasse,
era estímulo a procurarmos, no mundo,
um canto nosso, que do sol nos resguardasse.
Sob a luz do teu incentivo íamos fundo!
Entre nós, distância não se fazia impasse,
pois não te ausentavas, sequer, por um segundo.
Foste perdão, sem dramas e sem mais enredos.
Um poço de amor! Grande lago de pureza,
onde guardávamos todos nossos segredos,
onde escondíamos nossa velha incerteza.
O teu coração espantava nossos medos,
ao pulsar tua força, nossa fortaleza.
Hoje, pra aliviar a dor da tua ausência,
imortalizo, nos meus versos, tua vida!
Por sermos teus filhos, frutos da tua essência,
conosco permaneceste, embora a partida...
Um dia nos reveremos noutra existência,
quando tivermos cumprido, aqui, nossa lida...
Meu pai, E.Roberto de Moraes, nasceu em Iúna, ES. Veio
morar e estudar no RJ, no Instituto de Surdos e Mudos, no início da sua adolescência. Cursou, ali, todo ensino
fundamental. Foi um grande ginasta, como mostram as fotos. Profissionalizou-se alfaiate, trabalho que realizou até se aposentar.
Casou-se com minha mãe e viveram juntos por 46 anos, até o
seu falecimento, aos 82 anos. Tiveram seis filhos. Como não podia ouvir nossas
brigas e algazarras, jamais nos castigou de nenhum modo. Tinha sempre um
sorriso afável para a família e demais parentes. Uma alma gentil, um exemplo de
pai. Agradeço sempre a Deus o privilégio de ser parte da sua essência.
Clicar nas imagens para vê-las em tamanho maior
segunda-feira, 8 de agosto de 2016
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