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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

MELANCÓLICO TRINADO - Elen de Moraes





 Melancólico trinado


Elen de Moraes Kochman


Minha cidade amanheceu assim...
Tão fria e cinzenta... como a saudade
Que rasga meu peito... que não tem fim!
Magoada lembrança que hoje me invade!

Aquele adeus que outro dia deixaste
Atrás de ti, a ocupar teu lugar,
Tirou-me lágrimas quando o acenaste,
Dizendo nunca mais aqui voltar.

A névoa trouxe consigo um sanhaço
Que, encolhidinho, triste e solitário,
Pousou na amurada do meu terraço
E destravou seu canto solidário.

A minha dor certamente entendeu,
Porque - com seu merencório trinado -
O seu pranto veio juntar ao meu.
E o nosso amor já desesperançado,

Chorado em contas de um gasto rosário,
Acautelei, para não mais sofrer.
Lembranças tuas guardei num sacrário.
E só então pude voltar a viver.


Um comentário:

Anônimo disse...

Olá Elen
Lindo Poema!

Obrigado pelas visitas

Valter Poeta

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